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Inventário Judicial vs. Extrajudicial: Qual a melhor opção?

Inventário Judicial vs. Extrajudicial: Qual a melhor opção?

O que é o Inventário Extrajudicial?

O inventário extrajudicial é a modalidade mais rápida e menos burocrática, pois é realizado diretamente em um Cartório de Notas, por meio de uma escritura pública, sem a necessidade de acionar o Poder Judiciário.

Para que a família possa optar por esse caminho, a lei exige que alguns requisitos obrigatórios sejam preenchidos:

  • Acordo entre as partes: Todos os herdeiros devem estar em total consenso sobre a divisão dos bens.

  • Capacidade civil: Todos os herdeiros devem ser maiores de idade e civilmente capazes (não pode haver filhos menores, por exemplo).

  • Ausência de testamento: Como regra geral, o falecido não pode ter deixado testamento (embora decisões recentes da Justiça já comecem a flexibilizar essa regra em casos específicos).

  • Presença de um advogado: A lei exige a assistência de um advogado ou defensor público, que assinará a escritura junto com os herdeiros.

O que é o Inventário Judicial?

Como o nome sugere, essa modalidade corre na Justiça e é conduzida por um juiz. O inventário judicial costuma ser mais demorado e custoso devido aos trâmites do sistema judiciário, mas ele se torna obrigatório quando os requisitos para a via extrajudicial não são atendidos.

O procedimento judicial é inevitável quando:

  • Existem herdeiros menores de idade ou incapazes. O Ministério Público precisa intervir para proteger os interesses dessas pessoas.

  • discordância (litígio) entre os herdeiros sobre quem tem direito a qual bem.

  • O falecido deixou um testamento válido.

Atenção aos Prazos e Multas

Independentemente da via escolhida (judicial ou extrajudicial), a lei brasileira estabelece um prazo rigoroso que as famílias precisam observar.

O processo de inventário deve ser aberto em até 60 dias corridos contados a partir da data do falecimento. Caso esse prazo seja ultrapassado, o Estado cobrará uma multa sobre o ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação), que é o imposto devido para a transferência dos bens. Essa multa varia de estado para estado, podendo chegar a até 20% do valor do imposto.

O Papel do Advogado Especialista

Seja no cartório ou no fórum, a presença de um advogado é obrigatória por lei. No entanto, mais do que uma exigência formal, contar com um profissional especialista em Direito de Família e Sucessões é fundamental para garantir que os direitos de todos os herdeiros sejam respeitados, para calcular corretamente os impostos devidos e para evitar que o patrimônio da família seja corroído por taxas desnecessárias ou brigas judiciais prolongadas.

Se você está passando por esse momento, o primeiro passo é reunir a certidão de óbito e os documentos dos bens e buscar orientação jurídica especializada para iniciar o processo da forma mais tranquila possível.

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